Tire uma tarde pra se dedicar a este museu,porque você vai se deliciar...
Não posso deixar de começar meu depoimento pela emoção de entrar em um dos mais significativos cartões postais de Belo Horizonte. Revitalizada pelo programa da prefeitura "Centro Vivo" a antiga Estação Ferroviaria já é um espetáculo a parte. Tive a sorte de encontrar as fontes de água ligada e com o calor que fazia dava até vontade de se aventurar por ali. Mas não, tinha que entrar no museu!
E que museu!Eu já com aquela felicidade de ver coisas novas não tive nenhuma decepção!É incrivel como estas visitas nos traz uma espécie de força e de traquilidade...
Começarei comentando a estrutura do museu, a beleza e a modernidade.Estou cada dia mais admirada com toda infra estrutura dos museus de Belo Horizonte e esse mais uma vez, não fica pra trás! É enorme! São 3 andares de pura inspiração e uma pitada de alegria.
O Museu foi contruido a partir de doações feitas com objetos que vão desde o século XVIII até o século XX .Admirável a conservação das peças, o cuidado ao serem expostas, a maneira de contar nossa história.
Começei vendo os Oficios do Trasporte, dos Amabulantes, do Comércio. Pausa pra admirar o imenso e verdadeiro carro de boi, as tesouras e as mesas dos ambulantes, as carrancas dos canoeiros e as roupas dos tropeiros...
Saio daquele andar e sigo pra outra parte do museu.Para isso passamos por um túnel e lá estão escritos os nomes das pessoas que contruiram e fizeram parte do museu, achei muito interessante...
Dessa passagem vamos ao prédio B. É de ficar espantado com o tamanho do museu! Uma iluminação linda, e as peças, as peças!
E foi no prédio B onde encontrei o Jardim da Energia com enormes estruturas hidráulicas e de engrenagem; o Oficio do Fogo ( que legal!) , da Madeira e o Oficio da Conservação e Trasformação dos alimentos, tantas peças lindas, feitas de cobre, de madeira. Ármarios gigates se confrotavam com pecinhas minúsculas.
Sigo mais um pouco e tem o Oficio da Cerâmica, e o bonito Oficio da Terra que incrivelmente, me deixou emocionada com o processo da rapadura, colocado ali de uma maneira que me pareceu um poema!
Seguindo pelos corredores cheios vejo uma imensa vendinha do século XIX montada ali, cada coisa em seu lugar, da maneira que sempre existiu. Ao lado, uma farmácia...lindo! É lindo o museu.
Lá comecei a pensar que nossa história se passa a partir de pequenas pecinhas e que todas juntas se transformam numa imensa estrutura, disso tudo nasce nosso trabalho, as escolhas que a gente faz e que a gente segue. Foi uma visita bonita e gostosa, vale a pena voltar nesse tempo (alguns oficios ainda estão ai) onde era necessário ter delicadeza, fazer as coisas com sutileza, carinho e tempo.
Mas informações entrei no site http://www.mao.org.br/port/default.asp
E como sempre as fotos ( não muito boas) estão aqui:www.flickr.com/lunasiqueira
** um grande beijo a todos os trabalhadores, aos que lutam! beijo especial à minha mãe e à Costança ( que encontrei por lá!)
demartes
terça-feira, 5 de outubro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Museu do Conhecimento ( Espaço Tim do Conhecimento)
"Com o entedimento da origem a insignificancia da origem aumenta" F.Nietzche
Um dia lindo pra começar a primavera, a praça da Liberade já começa a se mostrar de flores. Para continuar minha saga por lá fui ao outro museu que está aberto no complexo cultural da praça.O Museu de Conhecimento não fica pra trás quando o assunto é interatividade e tecnologia.São 4 andares de magia...a magia da vida, do que somos e para onde vamos.
Começamos a "viagem" vendo a nossa origem, as estrelas, os planetas e nós, os "homo sapiens".A gente estuda tanto isso, mas ver todo esse processo novamente e juntos ali, é na verdade tão mágico, abrir a cabeça pra ver toda a mágica que envolve nossa evolução.As cores do museu são incriveis, e como Designer devo dizer que isso me chamou muito a atenção! Vamos ao 3° andar e lá vimos as Cosmogonias (mitos de criação) de algumas das religiões mais importantes do Brasil, mostardas numa estrutura que mexe com todos os sentidos.Ali também uma ida ao nosso Brasil, nossa cultura, nossa lingua e como todas as misturas que temos são tão importantes!
Então no 2° andar chegamos ao lugar onde é impossivel não parar pra pensar..." Para onde vamos?", lá um andar de um choque de consciência, pois saber que a cada dia nascem mais 210 mil pessoas é no minimo, intrigante.Recebemos ali algumas lições de questões ambientais, formas e maneiras de preservação do nosso planeta.
Bom, no final a conclusão que a gente tira é que a gente se parece mais com os chipanzés, do que os camundongos com os ratos, e que essa visita nos faz realmente pensar as questões óbvias, e que estarão sempre por ai...
** Obrigada ao Daniel por fazer desta tarde ainda mais gostosa!!
Desta vez não tem fotos,lá, não pode tirar.
Um dia lindo pra começar a primavera, a praça da Liberade já começa a se mostrar de flores. Para continuar minha saga por lá fui ao outro museu que está aberto no complexo cultural da praça.O Museu de Conhecimento não fica pra trás quando o assunto é interatividade e tecnologia.São 4 andares de magia...a magia da vida, do que somos e para onde vamos.
Começamos a "viagem" vendo a nossa origem, as estrelas, os planetas e nós, os "homo sapiens".A gente estuda tanto isso, mas ver todo esse processo novamente e juntos ali, é na verdade tão mágico, abrir a cabeça pra ver toda a mágica que envolve nossa evolução.As cores do museu são incriveis, e como Designer devo dizer que isso me chamou muito a atenção! Vamos ao 3° andar e lá vimos as Cosmogonias (mitos de criação) de algumas das religiões mais importantes do Brasil, mostardas numa estrutura que mexe com todos os sentidos.Ali também uma ida ao nosso Brasil, nossa cultura, nossa lingua e como todas as misturas que temos são tão importantes!
Então no 2° andar chegamos ao lugar onde é impossivel não parar pra pensar..." Para onde vamos?", lá um andar de um choque de consciência, pois saber que a cada dia nascem mais 210 mil pessoas é no minimo, intrigante.Recebemos ali algumas lições de questões ambientais, formas e maneiras de preservação do nosso planeta.
Bom, no final a conclusão que a gente tira é que a gente se parece mais com os chipanzés, do que os camundongos com os ratos, e que essa visita nos faz realmente pensar as questões óbvias, e que estarão sempre por ai...
** Obrigada ao Daniel por fazer desta tarde ainda mais gostosa!!
Desta vez não tem fotos,lá, não pode tirar.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Museu de Minas e do Metal
Dia fresquinho em Belo Horizonte chama para um passeio por um dos cartões postais que acho mais bonito: a Praça da Liberdade.
Com o novo complexo cultural ao redor da praça tudo fica ainda mais inspirador.
Com apenas dois meses de vida o Museu de Minas e do Metal, está instalado no antigo prédio da Secretaria de Educação,tudo tão bonito, moderno e chique! A arquiteura imponente nos trasporta a um tempo em que esta capital sobrevivia ao redor da praça, mas o novo museu bem moderno nos faz ir a um tempo que está por vir.
Logo na entrada uma breve introdução da criação do universo, uma sala cheia de cores e formas, onde a imensa projeção te faz viajar até as estrelas.O cheiro de tinta ainda está nas paredes e o novo brilha junto com as pedras preciosas que estão expostas, a luz que elas emergem são de encher o peito, e ver diamantes lapidados, esmeraldas, quartzo e ouro é um prazer que deixa na pele a energia que o ambiente provoca.Ainda sem legendas os instrutores nos ajudam quando ficamos perdidos naquele tanto de luz.
Cheio de projeções modernas e imensas as salas do museu são amplas e cheias de interatividade, um quiz de perguntas e repostas, um círculo de informações sobre a reciclagem do aluminio, e caixas com videos onde conta a historia de Xica da Silva, (claro pois foi a "rainha" dos diamantes aqui de Minas Gerais) foi sem dúvida o que mais me abriu os olhares.
A história do Brasil está toda naquele museu, mais ainda a história daqui de Minas, em uma destas projeções somos levados em um elevador por Dom Pedro II até a Mina do Morro Velho, uma antiga mina que em 300 anos tirou 350 toneladas de ouro, e é impressionante como os sentidos ficam aguçados nessa viagem de elevador.Nos corredores do museu a antiga pintura restaurada mostra que o passado está sempre presente com a gente e que, a gente vive todo o tempo com ele.
Para terminar minha visita um imenso chão de estrelas, uma estrutura cheia de minérios e gemas que brilham na luz.
As cores, e a interessante viagem a um universo tão rico me fez sair de lá com uma energia nova, com pensamentos que começavam pequenos e que terminavam enormes cheio de brilho assim como cada minério que vi por lá.
e como sempre, as fotos estão aqui : http://www.flickr.com/photos/lunasiqueira/
Com o novo complexo cultural ao redor da praça tudo fica ainda mais inspirador.
Com apenas dois meses de vida o Museu de Minas e do Metal, está instalado no antigo prédio da Secretaria de Educação,tudo tão bonito, moderno e chique! A arquiteura imponente nos trasporta a um tempo em que esta capital sobrevivia ao redor da praça, mas o novo museu bem moderno nos faz ir a um tempo que está por vir.
Logo na entrada uma breve introdução da criação do universo, uma sala cheia de cores e formas, onde a imensa projeção te faz viajar até as estrelas.O cheiro de tinta ainda está nas paredes e o novo brilha junto com as pedras preciosas que estão expostas, a luz que elas emergem são de encher o peito, e ver diamantes lapidados, esmeraldas, quartzo e ouro é um prazer que deixa na pele a energia que o ambiente provoca.Ainda sem legendas os instrutores nos ajudam quando ficamos perdidos naquele tanto de luz.
Cheio de projeções modernas e imensas as salas do museu são amplas e cheias de interatividade, um quiz de perguntas e repostas, um círculo de informações sobre a reciclagem do aluminio, e caixas com videos onde conta a historia de Xica da Silva, (claro pois foi a "rainha" dos diamantes aqui de Minas Gerais) foi sem dúvida o que mais me abriu os olhares.
A história do Brasil está toda naquele museu, mais ainda a história daqui de Minas, em uma destas projeções somos levados em um elevador por Dom Pedro II até a Mina do Morro Velho, uma antiga mina que em 300 anos tirou 350 toneladas de ouro, e é impressionante como os sentidos ficam aguçados nessa viagem de elevador.Nos corredores do museu a antiga pintura restaurada mostra que o passado está sempre presente com a gente e que, a gente vive todo o tempo com ele.
Para terminar minha visita um imenso chão de estrelas, uma estrutura cheia de minérios e gemas que brilham na luz.
As cores, e a interessante viagem a um universo tão rico me fez sair de lá com uma energia nova, com pensamentos que começavam pequenos e que terminavam enormes cheio de brilho assim como cada minério que vi por lá.
e como sempre, as fotos estão aqui : http://www.flickr.com/photos/lunasiqueira/
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Museu Abilio Barreto
Semanas sem escrever por aqui, nada como voltar à poesia da vida visitando um dos lugares que mais me encanta aqui de Belo Horizonte.O Museu Abilio Barreto.
A primeira casa registrada de Belo Horizonte (na época Curral Del Rei) habita hoje um museu maravilhoso,cheio de sentimentos e objetos interessantes.Foi lá que quando pequena comecei meu amor por Historia,pelo passado que nunca vi, entrar nesse museu me dá um sensação de nostalgia de uma coisa que nem conheci, mas que ainda tá viva por aqui.
No casarão acontece a exposição :" Paisagem em mutação: A invenção de Belo Horizonte", entrar no casarão é como entrar na casa velha de minha avó, um cheiro de madeira, de roça, de interior, era na verdade o cheiro da minha infância e começo a minha viagem astral daí.A casa está muito bem equipada e conservada, dá gosto de entrar e ver tudo,por exemplo fotos do casarão ainda sem a reconstrução, os documentos de Belo Horizonte antiga, a historia da cidade...um sentimento gostoso que dura todo o passeio.
Saí de lá e fui a caminho da outra parte do museu,mas antes: parada pra se imaginar sentada no bonde que fica exposto com destino ao Padre Eustáquio, lembrei do meu pai na hora,pois era ele que ficava sentadinho ali.
A outra parte, mais moderna e mais nova acontence a exposição: "Novos acervos 2003 - 2008", onde estão expostos objetos que entraram no acervo do museu a partir de 2003.Achei fantástica a exposição! É uma sala de informações de quem viveu por aqui e o que elas trazem de bom pra gente,personagens desta cidade que eu nem conhecia e passei a admirar,pessoas comuns que se tornaram importantes porque habitavam a cidade. A Exposição faz a gente se sentir em casa e com um sorrisinho de lado...mais uma viagem a uma época que não vivi mas parece que estava lá de alguma maneira. E, no auge da viagem escuto uma voz de fundo me dizendo que acabou, era o segurança do museu, ele me pedia pra ir que já iam fechar, mas disse: "Se quiser continuar com sua concentração...."
Agora estou tirando fotos pra nunca mais esquecer: http://www.flickr.com/photos/lunasiqueira
A primeira casa registrada de Belo Horizonte (na época Curral Del Rei) habita hoje um museu maravilhoso,cheio de sentimentos e objetos interessantes.Foi lá que quando pequena comecei meu amor por Historia,pelo passado que nunca vi, entrar nesse museu me dá um sensação de nostalgia de uma coisa que nem conheci, mas que ainda tá viva por aqui.
No casarão acontece a exposição :" Paisagem em mutação: A invenção de Belo Horizonte", entrar no casarão é como entrar na casa velha de minha avó, um cheiro de madeira, de roça, de interior, era na verdade o cheiro da minha infância e começo a minha viagem astral daí.A casa está muito bem equipada e conservada, dá gosto de entrar e ver tudo,por exemplo fotos do casarão ainda sem a reconstrução, os documentos de Belo Horizonte antiga, a historia da cidade...um sentimento gostoso que dura todo o passeio.
Saí de lá e fui a caminho da outra parte do museu,mas antes: parada pra se imaginar sentada no bonde que fica exposto com destino ao Padre Eustáquio, lembrei do meu pai na hora,pois era ele que ficava sentadinho ali.
A outra parte, mais moderna e mais nova acontence a exposição: "Novos acervos 2003 - 2008", onde estão expostos objetos que entraram no acervo do museu a partir de 2003.Achei fantástica a exposição! É uma sala de informações de quem viveu por aqui e o que elas trazem de bom pra gente,personagens desta cidade que eu nem conhecia e passei a admirar,pessoas comuns que se tornaram importantes porque habitavam a cidade. A Exposição faz a gente se sentir em casa e com um sorrisinho de lado...mais uma viagem a uma época que não vivi mas parece que estava lá de alguma maneira. E, no auge da viagem escuto uma voz de fundo me dizendo que acabou, era o segurança do museu, ele me pedia pra ir que já iam fechar, mas disse: "Se quiser continuar com sua concentração...."
Agora estou tirando fotos pra nunca mais esquecer: http://www.flickr.com/photos/lunasiqueira
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